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Em pesquisa realizada pelo APEOSP (Sindicato dos Professores de Ensino Oficial de São Paulo) feita com a participação de 2 mil professores, a violência nas escolas apareceu em quarto lugar como causa de sofrimento no trabalho, com 57,5% das citações. A professora de 5º série Elaine Gerardi, 28 anos, passou por uma situação delicada: ”Eu pedi para que um aluno sentasse numa cadeira mais a frente, para que ele participasse da aula. Após eu repetir o pedido várias vezes ele mudou de lugar, mas quando me virei ele falou para eu me F...”. Segundo Elaine, o contato com a mãe do garoto foi feito, mas “não adiantou, pois a mãe demonstrou não ter autoridade sobre o filho”. Para ela “Os jovens atualmente tentam se auto afirmar em meio aos colegas. Infelizmente, esta auto-afirmação se dá através de atitudes de enfrentamento e desrespeito, na tentativa de demonstrar coragem, força e poder”.
Segundo Maria Izabel Azevedo Noronha, presidente do APEOSP “a violência na sala de aula afeta muito, pois provoca insegurança e intranquilidade nos professores e os desfocam do seu objetivo principal, que é ministrar aulas com qualidade, beneficiando a aprendizagem dos alunos”.
A origem do problema inicialmente pode estar dentro de casa, com famílias desestruturadas e educação falha, mas o Estado também tem a sua parcela de responsabilidade. Segundo Maria Izabel “um dos fatores que contribuíram para o aumento da violência nas escolas foi a redução drástica do número de funcionários e a terceirização dos serviços de apoio. Os funcionários do quadro próprio da Secretaria conheciam os alunos e ajudavam a prevenir muitos casos de violência, percebendo mudanças de comportamento ou pessoas estranhas perto das escolas. Os profissionais terceirizados não têm vínculos com as escolas e há muito rodízio”.
E qual seria a solução? Para Maria Izabel “É preciso humanizar a escola, torná-la atraente para os alunos e possibilitar que cada unidade escolar discuta e implemente um projeto político-pedagógico que responda aos anseios de seus alunos e de suas famílias. Gestão democrática, com real envolvimento da comunidade escolar, é o caminho para reduzir a ocorrência de casos de violência nas escolas”. O sindicato disponibiliza um site (http://www.apeoesp.org.br/), para eventuais denúncias e esclarecimentos sobre o assunto.
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
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